PAISAGEM SEGURA: ENSAIO AMPLIADO EM METRÓPOLES MÉDIAS BRASILEIRAS

FAMELI, ESTER DE OLIVEIRA 1; BELNIAKI, Amanda Cerioni 3; HARDT, Carlos 3; PASSOS, Hiago Batista de 3; SILVA, Julio Cesar Barros da 3; ABAD, Victor Augusto Bosquilia 3; HARDT, Leticia Peret Antunes 2;

Resumo

Introdução:Os cenários encontrados nas cidades atuais podem ser comumente definidos como de descaso quanto à segurança da população ali residente, o que resulta em queda da qualidade de vida. Pode-se perceber, então, que essa degradação está atrelada a um dos principais problemas das sociedades contemporâneas: a violência e a criminalidade em espaços públicos. Em virtude desses fatos, o problema desta pesquisa tem como ponto de partida o entendimento de que os elementos morfológicos e paisagísticos estão diretamente relacionados aos índices de criminalidade.

Objetivo:Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo geral avaliar os principais aspectos morfológicos da paisagem urbana e suas relações com a segurança ou sua falta, por meio de estudo de caso de metrópoles médias brasileiras. Como objetivos específicos, têm-se: mapear locais de maior incidência criminal; definir percursos de violência e analisar a paisagem urbana de áreas relevantes, por meio de avaliação morfopaisagística.

Metodologia:Para tanto, foram adotados procedimentos exploratórios, descritivos e analíticos. Inicialmente, foram coletados dados de criminalidade de cinco metrópoles, uma em cada região brasileira (Aracaju, Sergipe – Região Nordeste; Boa Vista, Roraima – Região Norte; Campo Grande, Mato Grosso – Região Centro-Oeste; Florianópolis, Santa Catarina – Região Sul; e Vitória, Espírito Santo – Região Sudeste). A partir dos endereços de ocorrências de crimes, foram elaborados mapas de calor que indicaram os pontos de maior incidência criminal. Em seguida, foram selecionados os 10 mais adequados para análise e avaliação da paisagem e suas relações com a insegurança local. A partir do ponto onde houve registro de ocorrência de furto ou de roubo, a área foi dividida em oito quadrículas em planta (12,5 m x 12,5 m) e em elevação (12,5 m x altura de até cinco pavimentos). Cada quadrícula foi analisada e conceituada, tendo como critérios analíticos: rota, barreira visual, permeabilidade visual, câmeras aparentes, escala urbana, relação público/privado, densidade construída e usos.

Resultados:Como resultados, todos os pontos foram classificados como de baixa ou média baixa condições de segurança. Essas características asseguram as relações entre a paisagem e a criminalidade e, por conseguinte, a redução da qualidade de vida da população que reside ou transita em locais próximos. Entretanto, alguns dos aspectos analisados, a exemplo da relação público/privado não aparentam ter relação com os índices de criminalidade.

Conclusões:Conclui-se, assim, pela necessidade de alterações paisagística dos certos espaços mais suscetíveis para que os cidadãos possam vivenciar a cidade sem a constância do medo e da insegurança.

Palavras-chave: Paisagem urbana. Áreas centrais. Pontos de crime. Padrões morfológico-funcionais. Planejamento e gestão de cidades.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador