DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DISCENTE DE VÍDEOS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DO EXAME FÍSICO OSTEOARTICULAR.

RIBEIRO, Thaís Loss1; VIDAL, LARISSA VANESKA IZIDORIO 3; TAMBANI, LAISE CAVALCANTE 3; RINALDI, VALÉRIA ZATTI 3; WALLIM, LIZ RIBEIRO 3; MARTIN, Patricia2;

Resumo

Introdução:A sala de aula é um local que deve permitir o envolvimento de docentes e discentes ao estimular a compreensão de determinado tema, nem sempre obtendo êxito por meio da metodologia tradicional. Por essa razão, o ensino médico deve incorporar novas tecnologias, que permitam ao aluno conciliar estratégias interativas de aprendizado. A sala de aula invertida, a qual permite acesso ao conteúdo antes da aula tradicional por meio de vídeos, é um método que vai ao encontro desse novo modelo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, tal metodologia pode ser incorporada ao exame físico osteoarticular.

Objetivo:Desenvolver vídeos sobre o exame físico osteoarticular dos cotovelos e realizar a avaliação discente de vídeos sobre o exame físico das mãos, ombros e cotovelos, além de propor aperfeiçoamento de tais vídeos a partir das considerações feitas pelos acadêmicos.

Metodologia:Realizou-se uma parceria com a Coordenadoria de Tecnologias Educacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (CTE-PUCPR). Na primeira etapa, confeccionou-se um roteiro com os movimentos a serem demonstrados, bem como imagens de referência anatômica e fotos com achados patológicos, além de um texto explicativo para ser utilizado durante a narração do vídeo. A partir do roteiro a CTE-PUCPR elaborou o storyboard para a visualização do posicionamento das câmeras e dos atores. As cenas foram gravadas e editadas e uma vez finalizados, os vídeos foram disponibilizados para estudantes do sexto e sétimo períodos do curso de medicina da PUCPR, que foram convidados a avaliar os vídeos, por meio de um questionário, contendo 25 perguntas, abertas e fechadas para avaliar a forma, conteúdo e impacto sobre o aprendizado. (aprovação pelo CEP sob parecer nº031996/2019.

Resultados:54 estudantes responderam ao questionário. Pouco mais da metade (57,4%) afirmou ter assistidos aos vídeos completos. Em relação à forma, a maioria dos estudantes concordou que a duração foi adequada, entretanto, 30,8% concordaram que a música de fundo foi agradável, enquanto que outros 30,8% não concordaram com tal interpretação. Quanto ao conteúdo, a maioria dos estudantes concordou que o vídeo facilita a compreensão das manobras e que as setas auxiliaram neste entendimento, em conjunto com a demonstração das diferentes etapas semiológicas. Todos concordaram que a linguagem foi adequada para o estudante de graduação. À respeito do impacto sobre o aprendizado, os estudantes foram unânimes em confirmar que vídeos de exame físico osteoarticular são ferramentas úteis para o ensino-aprendizagem, permitindo a aplicação na prática clínica e adequados para o clínico geral. Entretanto, apenas 35% dos universitários concordou totalmente com a afirmação em sentir-se apto para reproduzir as manobras após assistir aos vídeos, reforçando a importância do docente na sala de aula, para complementar as informações repassadas pelos vídeos.

Conclusões:Foram produzidos vídeos sobre exame físico dos ombros, cotovelo e mãos, que, de maneira geral foram bem avaliados pelos discentes quanto à forma, conteúdo e impacto sobre o aprendizado. Apoiadas pelos resultados obtidos, as pesquisadoras pretendem ampliar o conteúdo do material desenvolvido. Pontos citados como negativos por alguns participantes, como a qualidade da música serão revisados para o aperfeiçoamento dos vídeos.

Palavras-chave: Exame físico. Músculo Esquelético. Recursos Audiovisuais. Educação Médica.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador