ROLE PLAY: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO PACIENTE COM GOTA

GHIDELLA, Bruno1; MARTIN, Patricia2;

Resumo

Introdução:O modo de ensino “tradicional” é aquele em que primeiramente o aluno recebe uma base teórica sobre o assunto para apenas depois poder aplicar, na prática, o conhecimento adquirido. Dentre as técnicas de ensino através da simulação temos o role play, que consiste em uma técnica didática envolvendo os participantes em uma situação-problema, na qual ele deve tomar decisões de acordo sua conduta na vida real. O caso clínico utilizado nesse trabalho é um paciente fictício, portador de artrite gotosa, sendo uma doença que ocorre em aproximadamente 0,2-0,35 por 100 habitantes na população em geral. A incidência é maior no fim da terceira e no início da quarta década de vida, predomina no sexo masculino e em cerca de 5% em mulheres, geralmente após a menopausa.

Objetivo:Desenhar e implantar um caso de role play com ator para ensino de um conteúdo específico de reumatologia e avaliar como o role play com ator contribuirá para aprendizagem do aluno.

Metodologia:Foi criado e implantado um cenário de atendimento a um paciente com artrite gotosa e múltiplas comorbidades, com os seguintes objetivos de aprendizagem: Identificar o diagnóstico de gota; prescrever o tratamento farmacológico da crise aguda de gota e da gota crônica; identificar e tratar as comorbidades (síndrome metabólica: HAS, obesidade, dislipidemia); educar o paciente sobre a natureza das doenças e sobre as medidas não farmacológicas; utilizar estratégias para a melhoria da relação médico-paciente. Para avaliar se os resultados de aprendizagem foram obtidos, aplicou-se um questionário e em seguida, procedeu-se a análise dos conteúdos conforme a metodologia proposta por Bardin.

Resultados:Foram obtidos 62 questionários. Vinte e três alunos consideraram apresentar um olhar holístico do paciente, observando também as outras comorbidades como o mais importante. Dezoito alunos julgaram como mais importante da aula realizar uma boa anamnese, junto com um exame físico bem feito para poder orientar melhor o caso. Quinze alunos caracterizaram como pontos mais fortes da aula sobre como direcionar o tratamento não farmacológico. Quatorze estudantes lembraram de garantir uma boa adesão ao tratamento. Dez alunos citaram a individualização de cada paciente para o tratamento como ponto chave da aula, podendo perceber as nuances de cada caso e julgá-los como diferentes, merecendo um olhar também diferente na hora de escolher o melhor tratamento. Sete alunos mencionaram como o mais importante da aula poder aprender o tratamento farmacológico da doença, apresentando detalhes de como o realizar. Três alunos descreveram como mais importante aprendido na aula sempre apresentar empatia com o paciente.

Conclusões:O uso do role play apresenta uma diversidade muito grande, de forma que podemos utilizar a mesma aula, atentando-se para reforçar os pontos que apresentaram menor importância nos relatos dos alunos e manter exatamente o que foi mais citado, visando garantir o aperfeiçoamento da atividade elaborada. Com isso, podemos perceber que com a utilização correta do método, os alunos adquirem um aproveitamento melhor sobre o tema abordado, assim como reforçam sobre a relação médico-paciente por poderem observar o cenário a partir do paciente.

Palavras-chave: Role playing. Gota. Educação médica.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador