BITCOIN – UM ESTUDO DE CASO À LUZ DADESESTATIZAÇÃO DA MOEDA

AMARAL, Betina Olbertz1; LORENZETTO, Bruno Meneses2;

Resumo

Introdução:projeto de pesquisa busca entender como uma moeda privada, sem qualquer vínculo para com nenhum Estado e que não passa pelo crivo de nenhum governo, teve seu surgimento e desenvolvimento, e como se dá sua aplicação e uso visto que, para os efeitos da moeda estudada – o Bitcoin – a interferência estatal é extremamente limitada, devido a sua tecnologia. Dessa forma, propõe-se ainda compreender quais seriam os impactos na privatização das moedas como um todo, ou seja, na emissão de moedas sem lastro estatal.

Objetivo:O objetivo da presente pesquisa é analisar o Bitcoin como uma instituição monetária sólida ainda que sem amparo e/ou lastro estatal. Nesse contexto, pretende-se verificar como a ausência de uma autoridade governamental e de um planejamento central pode ser positivo em um mercado globalizado de milhares de agentes decisores e planejadores a nível individual e descentralizados.

Metodologia:O método de análise utilizado consistiu na definição e delimitação do tema proposto, seguido da criação e estruturação ordenada de tópicos específicos, cada um deles com uma bibliografia determinada, previamente escolhida por mim ou indicada por especialistas nos temas. Dessa forma, foi possível organizar os assuntos de forma didática para melhor compreensão e organização da pesquisa. Em seguida, iniciou o estudo propriamente dito, com a leitura do material selecionado, esclarecimento de dúvida e elaboração de teses e suposições. Por fim, vale mencionar que o estudo em questão é pautado nos pilares da Escola Austríaca, compostos pela tríade ação humana (em termos simples, explicada pela metodologia da praxeologia , axioma apriorístico no qual a ação humana é racional , isso é, busca sempre passar de um estado de menor conforto para um de maior conforto); o tempo subjetivo (sempre mutável, ele é marcado pela continuidade dinâmica, a heterogeneidade e a eficácia casual) e o conhecimento disperso (o conjunto de informações disponíveis está disperso entre os milhares de agentes que compõem o próprio conhecimento).

Resultados:Tal tecnologia apresentou-se quase como revolucionária. Não só pelo seu potencial de uso, mas pelo seu potencial disruptivo. Seu funcionamento permitia algo que até então era inimaginável: o dinheiro sem Estado. Não obstante ao que já foi apresentado até então, é compreensível entender porque o Bitcoin é tão atraente. Sua tecnologia é insubmissa por natureza. Não tem fronteiras ou senhores, serve tão e somente aos indivíduos que nela confiam, e com ela se emancipam. E qual o potencial do Bitcoin? Como moeda, ela tem todas as características do bom dinheiro: é escasso, divisível, portátil. Mas vai além: volta as boas propriedades do padrão ouro, isso é, a propriedade do valor em si. Diferentemente do papel-moeda, o bitcoin tem valor intrínseco e que, por ser incorpóreo e protegido pela égide da sua tecnologia, é também inalcançável pelos governos do mundo.

Conclusões:É evidente que o Estado possui um Poder maior do que é prudente conceder a ele e que nós, como indivíduos sujeitos às suas arbitrariedades, acabamos pagando um preço que, se soubéssemos qual é, poderíamos muitas vezes não estar de acordo.

Palavras-chave:Bitcoin. Intervencionismo. Moeda. Desestatização. Dinheiro.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador