UTILIZAÇÃO DA MEMBRANA CORIOALANTÓICA (CAM) PARA AVALIAÇÃO DO COMPOSTO MESOIÔNICO CLORETO DE4-FENIL-5-[4-NITROCINAMOIL]-1,3,4-TIADIAZÓLIO-2-FENILAMINA (MI-D) SOBRE CÉLULAS DE CARCINOMA DE CÓLON (HT29) II.

STOLTZ, Ian Rodrigo1; PEREIRA, Luiz Fernando2;

Resumo

Introdução:Compostos mesoiônicos estão sendo estudados na busca por novas drogas antineoplásicas devido às suas estruturas que lhes conferem atividade biológica. Foi verificado que o MI-D reduz a função fosforilativa mitocondrial. Para avaliar os efeitos angiogênicos do MI-D, a membrana corioalantóica de embrião de galinha (CAM) foi utilizada. Em consequência da sua alta vascularização, a CAM permite rápido crescimento de tumores. Os níveis de colágeno da CAM podem ser utilizados como indicadores para análise tumoral, já que os fatores de crescimento envolvidos na proliferação tumoral estão também ligados com atividade aumentada de agentes inflamatórios que mediam a deposição de colágeno. A matriz extracelular (MEC) age como um regulador de função tecidual, e seu remodelamento tem efeitos na geração de rotas de migração bioquímicas associadas à tumores.

Objetivo:Analisar os efeitos do MI-D na angiogênese associada ao implante de células tumorais (Linhagem HT29; carcinoma de cólon humano) sobre a CAM em níveis macroscópicos e histológicos"."

Metodologia:Para os testes, 120 ovos de Gallus gallus fertilizados, foram levados ao laboratório para assepsia e incubação. Definidos nos seguintes grupos controle: controle (colágeno), controle negativo (Dexametasona 0,5 mg/mL), controle positivo (NaOH 0,08 N), colágeno + células HT29 e colágeno + MI-D (em 5, 25 e 50 µM). Os grupos experimentais foram organizados em implantes, polimerizando colágeno + células HT29, aplicando-se o MI-D (em 5, 25 e 50 µM). As HT29, previamente cultivadas em PBS + meio RPMI 1640 suplementado, foram adicionadas ao colágeno (200 µL + PBS 1x estéril) na densidade de 1x107 e polimerizadas. No 9º dia de incubação os ovos foram abertos para a deposição dos implantes sobre a CAM. Após fechados, eram incubados por mais 3 dias. No 12º dia foram reabertos, a CAM foi visualizada e fotografada com auxílio de câmera acoplada (Digital Eyepiece Image Capture 8.0MP LEETUN) a um microscópio estereoscópico (30x). Nas análises, o programa IMAGE PRO PLUS 4.0 foi utilizado para calcular o número de vasos na CAM, o calibre desses vasos, a grossura da membrana e o estudo do colágeno.

Resultados:Os testes com o MI-D e células HT29 mostraram resultados estatisticamente significativos (p<0,05), houve a diminuição do número de vasos (v) da CAM nas diferentes concentrações aplicadas, 15,74% com MI-D 5 µM, (10,70 ± 0,84 v/mm2); 26,29% com MI-D 25 µM (9,49 ± 0,25 v/mm2) e 36,61% com MI-D 50 µM (8,05 ± 0,44 v / mm2). A espessura da CAM também apresentou diminuição estatisticamente significativa, reduzindo 60% com MI-D 5 µM, 30% com MI-D 25 µM e 28% com MI-D 50 µM. Os níveis de colágeno mudaram significativamente apenas na presença do tumor, e do tumor sob ação do MI-D 25 µM e 50 µM.

Conclusões:O MI-D e as células tumorais HT29 alteram a vascularização da CAM significativamente. O MI-D provocou a diminuição do número de vasos com ou sem a presença dos tumores. As células HT29 alteraram a MEC e a distribuição de colágeno na membrana.

Palavras-chave:HT29. Tumor de cólon. Membrana coriolantóica de embrião de galinha. CAM. Colágeno

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador