UTILIZAÇÃO DE COLÔNIAS BACTERIANAS E DA MEMBRANA CORIOALANTÓICA (CAM) DE EMBRIÃO DE GALINHA PARA A AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA VIA ESTIMULADOR ELÉTRICO DE BAIXA INTENSIDADE (EEBI) II.

PIRES, Danielle Cristina1; PEREIRA, Luiz Fernando2;

Resumo

Introdução:Recentemente, os efeitos do biofilme bacteriano e sua viabilidade foram estudados sob a ação da corrente elétrica. Durante algumas situações, a presença de biofilme pode provocar risco de vida. Uma das formas primárias de contaminantes é observada em feridas e cateteres cutâneos, representando importantes vias de ação de bactérias patogênicas perigosas para tecidos e vasos sanguíneos. O uso da membrana corioalantoica (CAM), é uma forma prática para diferentes tipos de testes, devido à sua praticidade, facilidade de manuseio, resposta rápida aos estímulos, fácil observação dos resultados, baixo custo e manutenção, entre outros, tornando-a ideal para a observação da angiogênese e antiangiogênese sob eletroestimulação.

Objetivo:Verificar os efeitos da estimulação elétrica de baixa tensão provocando corrente alternada (AC) e corrente contínua (DC) em filmes bacterianos, e sobre a CAM.

Metodologia:Para o delineamento experimental (3 X) foram utilizadas cepas de E. coli, e um estimulador elétrico de baixa intensidade (EEBI). Após 24 h do crescimento bacteriano (37ºC) foram aplicadas diferentes estimulações elétricas (1,2,3,4 e 5 V) por 15 min, a cada 6 h por mais 24 h. Estes procedimentos desencadearam correntes 60 a 70% elétricas (AC/DC) diretamente na superfície da película bacteriana. Para os experimentos com a CAM, foram utilizados ovos fertilizados (N=15) de galinha doméstica Gallus gallus (Linneaus, 1758), que foram incubados a 37°C e umidade relativa de 70%. As CAMs após incubação foi feita a eletroestimulação nas voltagens de 1, 2, 3, 4 e 5 V.

Resultados:Observou-se diferenças significativas na colonização bacteriana sob a tensão de 5 V, diminuindo a proliferação 87,70% (AC) e 95,93% (DC); sob a tensão de 4 V, houve redução de 83,3% (AC), e 55,33% (DC). Já a partir dos testes com 3 V, notou-se aumento da proliferação bacteriana de 7,89% (AC) e 53,19% (DC). Com 2 V 85% (AC) e 110%(DC); e por último sob a tensão de 1 V, houve aumento de 17,8% (AC) e 6,65% (DC). Sob o estímulo das correntes contínuas (DC), observou-se que a CAM, nas tensões de 2, 3, 4 e 5 V sofreu vasoconstrição, hemorragia e destruição tecidual, e com a tensão de 1 V, não houve variação no calibre dos vasos, nem lesão tecidual.

Conclusões:Os testes mostraram uma diminuição significativa das colônias bacterianas, indicativo de possíveis efeitos bactericidas das correntes elétricas (AC/DC) desencadeadas pelas tensões de 5 V e 4 V. Com 3 V, 2 V e 1V, o efeito foi inverso. Outro fenômeno fisiológico estudado na CAM foi o calibre dos vasos. Avaliando os efeitos das correntes alternadas (AC), derivadas de uma tensão de 1 V não alterou o calibre dos vasos; mas sob tensão de 2, 3, 4 e 5 V, foi observada vasoconstrição e lesão tecidual. Já as correntes contínuas (DC), desencadeadas pelas tensões 0,8, 0,9, 1 e 1,5 Volts não tiveram variações no calibre dos vasos e nem lesões aparentes. Já sob estímulos de 2, 3, 4 e 5 V houve vasoconstrição, hemorragia e destruição tecidual.

Palavras-chave: Eletroestimulação. Efeito bactericida. Angiogênese. antiangiogênese. CAM.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador