DIMENSÃO FÍSICA E ESPAÇO PÚBLICO VIVIDO: UM ESTUDO POR CARTOGRAFIAS CRÍTICAS DAS RUAS BARÃO DO RIO BRANCO E RIACHUELO

LEPELEIRE, Karin Matzkeit de1; CRESTANI, Andrei Mikhail Zaiatz2;

Resumo

Introdução:Esta pesquisa aborda o espaço público para além da sua dimensão física, explorando as interações socioespaciais – especificamente a partir da teoria de Henri Lefebvre sobre o Espaço Vivido – como canal interpretativo da produção do espaço público contemporâneo, utilizando de base para estudo as ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo no centro de Curitiba - Paraná. 

Objetivo:Interpretar a dimensão social do espaço público e espaço vivido das ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo. Possui como objetivo específico a observação indireta por meio de registros fotográficos e a elaboração de cartografias críticas de interpretação como a produção do espaço público deste recorte.  

Metodologia:Após a estruturação da base teórica, inicia-se a fase de captação de dados secundários para a elaboração da estrutura da pesquisa empírica por meio de observações in loco e demais metodologias sugeridas por autores. Trata-se de um processo empírico no qual a pesquisadora entra em contato direto com o espaço vivido das ruas, visando não apenas a coleta de dados, mas também a experimentação de diferentes formas de descobrir as práticas do espaço, buscando aprofundar sobre a pesquisa das práticas socioespaciais a partir de formas distintas de observação do sensível.

Resultados:As cartografias desenvolvidas trouxeram a discussão como o espaço vivido pode ser composto por diferentes camadas – referentes a interações interpessoais e socioespaciais dos indivíduos presentes no espaço de estudo, assim como seu comportamento e relações com o espaço em si. Somando tais aspectos e episódios às características físicas do espaço, percebe-se como diversos cenários díspares numa mesma rua podem ser encontrados.

Conclusões:A pesquisa foi capaz de ilustrar sobre a interpretação da dimensão vivida do espaço público via cartografias críticas, e enfatizar que a cartografia experimental é uma forte ferramenta para a discussão de tal tema e deve continuar a ser testada e utilizada como metodologia de captação de dados.

Palavras-chave: Espaço público. Espaço vivido Lefebvriano. Cartografia crítica.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador