IDENTIDADE DO MINISTÉRIO ORDENADO 3

XAVIER, Fabiana Torres1; NENTWIG, Roberto2;

Resumo

Introdução:Este estudo faz parte de um projeto mais amplo intitulado “Ministério Ordenado: história, desafios e ressignificação”, no qual se propõe estudar as distâncias históricas entre o ministério eclesial do início da Igreja e o contexto hodierno. Pretendeu-se lançar olhar para os indicativos apontados pelo Concílio Vaticano II e pela Teologia procurando uma definição identitária do ministro ordenado. A partir de abordagem bibliográfica, de cunho teológico-histórico, sob a perspectiva interdisciplinar, abordaram-se indagações institucionais e pessoais surgidas a partir de situações como: celibato e sexualidade, excesso de trabalho, Síndrome de Bournout, carreirismo, vocação e a identidade ministerial.

Objetivo:Identificar os principais elementos que caracterizam a identidade do ministro ordenado, a partir de gênese histórica, como proposta de uma ressignificação. Objetivo específico: Identificar os principais desafios do ministério ordenado, focado na figura do presbítero, na cultura e Igreja atuais.

Metodologia:O método utilizado é revisão bibliográfica balizado pela metodologia histórico-indutiva, sendo fundamentado pela revisão teórica de Documentos eclesiais e especialistas nas temáticas aqui abordadas. A pesquisa é balizada sob perspectiva interdisciplinar da Teologia e Psicologia. Com funções expositiva, questionadora e opinativa.

Resultados:A atividade ministerial é animada por uma livre escolha, porém quando se torna objeto de repressão, de estruturas burocráticas, disputas de poder, de prestígio, podem ser altamente prejudiciais e destrutivas na vida de quem buscava conexão e encontro com o próximo e com o transcendente. No centro das crises, está a busca por sua identidade, descobrir o seu “eu” diante do contexto de uma eclesiologia que também busca respostas para suas crises formativas e institucionais. Esta crise passa pelas questões existenciais, teológicas e ministeriais. Muitos procuram as respostas no abandono da vocação ou no aconchego das relações sexuais. Há conflitos constantes entre e sair e permanecer, entre atitudes coerentes e condutas impróprias a sua condição clerical. Diante de tantos conflitos objetivos e subjetivos associados às insatisfações profissionais surgem a Síndrome de Bournout. A literatura também aponta para a existência de uma lacuna entre a imagem que a comunidade tem dos sacerdotes e a que eles têm de si mesmos.

Conclusões:Observando a crise como ligada ao contexto moderno, constatou-se que esta demanda não é restrita a Igreja e o ministério ordenado tendo em vista que esta afeta as instituições sociais e, consequentemente, os indivíduos, no sentido de via dupla entre problemas e soluções. Ao se discutir sobre o desgaste na vida sacerdotal observa-se da carência de soluções, sugerindo o incremento de ajuda fraterna e especializada, a fim de objetivar o entendimento, a prevenção e a superação dos problemas promovendo um cuidado concreto e integral àqueles que se dedicam ao cuidado do outro, os ministros ordenados.

Palavras-chave:Ministério. Celibato. Conflitos e crises. Desafios psicoafetivos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador