MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA MISTA LOCALIZADA NA FEGA/PUCPR NO PERÍODO DE 2013 A 2018

PEREIRA, Igor Rocha1; CORAIOLA, Marcio2;

Resumo

Introdução:A Mata Atlântica é um dos principais biomas brasileiros e possui grande importância para conservação de espécies em âmbito mundial. Em função da exploração excessiva, este ambiente teve sua área reduzida significativamente, restando cerca de 3% da cobertura original, resultando em grande perda de espécies e alterações na sua estrutura original. A composição florística refere-se as espécies que compõe a floresta ou área vegetal analisada. No caso da Floresta Ombrófila Mista, ainda se observa certa carência de estudos mais aprofundados para compreender melhor a riqueza de espécies nos diversos remanescentes florestais existentes.

Objetivo:O presente trabalho teve como objetivo analisar as mudanças ocorridas na composição florística da Floresta Ombrófila Mista localizada na Fazenda Experimental Gralha Azul/PUCPR no período de 2013 a 2018.

Metodologia:O trabalho foi conduzido em uma das parcelas permanentes do projeto PELD, instalada na FEGA (Fazenda Experimental Gralha Azul) da PUCPR. Com base no banco de dados do Projeto foi obtida a lista de espécies presentes na área amostrada em 2013. Para avaliar as mudanças na composição florística, foi realizada a remedição da parcela em 2018, e posterior identificação dos novos indivíduos (DAP maior ou igual a 10 cm) que ingressaram na área no período. Todos os dados foram tabelados e comparados, sendo analisadas as mudanças ocorridas na composição florística através do número de espécies e indicadores de biodiversidade.

Resultados:Foi observada uma redução na diversidade florística indicando perda na biodiversidade, evidenciada pela perda de duas espécies, Illex pseudobuxus e Vernonia discolor, em relação ao ano de 2013. Houve ainda um aumento nos índices de biodiversidade alfa, indicando que houve perda na diversidade, caracterizada pela dominância de duas famílias, Lauraceas e Myrthaceas, que embora sejam comuns para este tipo de floresta, neste trabalho, mostraram-se dominantes, conservando o maior número de indivíduos distribuídos em poucas espécies. Ao comparar com outros trabalhos também foi observado que a floresta em questão, para a parcela permanente estudada, tem os menores valores de biodiversidade em relação ao comumente encontrado para este tipo de floresta

Conclusões:Houve a perda de duas espécies no ano de 2018 em relação ao de 2013, além da queda no número de árvores amostradas, sinalizando que a floresta está reduzindo a sua diversidade de espécies, comprovado pelos cálculos dos principais índices de biodiversidade.

Palavras-chave:Composição Florística. Floresta Ombrófila Mista. Índices de Biodiversidade

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador