ATIVAÇÃO DO COMPLEXO INFLAMASSOMA EM CÉLULAS MUSCULARES E CARDÍACAS EXPOSTAS À FUMAÇA DE CIGARRO DE PALHA

CARSTENS, Lucas Baena1; PINHO, Ricardo Aurino de2;

Resumo

Introdução:O tabagismo é um fator de risco para uma série de doenças, como DPOC, câncer, e doenças cardíacas e aterotrombóticas, nesse sentido um dos fatores que geram o aumento da predisposição ao desenvolvimento dessas comorbidades é o fato de o cigarro induzir as células à estados de inflamação, tanto crônica quanto aguda. A literatura já descreve amplamente os efeitos nocivos do cigarro comum, no entanto fatores socioculturais no mundo trazem, cada vez mais, a atenção aos diversos outros tipos de fumo existentes como cigarros de palha cachimbos e e-cigarretes percebe-se então a crescente importância de se analisar os efeitos, a nível celular, dessas diferentes práticas. Ademais voltar a atenção às diferentes vias de inflamação ativadas ajuda a compreender o fenômeno de inflamação ligada ao cigarro de palha e, a partir disso, teorizar estratégias possíveis para a prevenção dos danos ligados a essa prática. Células endoteliais são células epiteliais simples pavimentosas que compõem a túnica íntima dos vasos sanguíneos e que respondem a agressões secretando óxido nítrico, um sinalizador pró-inflamatório envolvido na quimiotaxia de macrófagos para o combate a patógenos e na vasodilatação, essas células se envolvem também na produção de espécies reativas de nitrogênio, espécies reativas de oxigênio e citocinas inflamatórias.

Objetivo:Observar os efeitos sobre a ativação da via do inflamassoma da exposição de células endoteliais (Linhagem Ea-HY926) a um concentrado de estrato de fumaça de cigarro de palha (CSE).

Metodologia:Cultivo celular das linhagens endotelial (EA.hy926), com a inflamação ativada por um concentrado de estrato de fumaça de cigarro de palha (CSE) em uma concentração de 10%. Análise das proteínas envolvidas na via inflamassoma e nas vias inflamatórias clássicas (NLRP3), de biomarcadores de stress oxidativo (DCF, GSH-GSSG), apoptose (anexina V, 7AAD) e viabilidade mitoconfrial (MTT) pelas técnicas de Citometria de Fluxo, Western Blotting e ensaios imunoenzimáticos.

Resultados:Os resultados obtidos indicam que a NLRP3, primeira proteína da cadeia do inflamassoma, estava aumentada após exposição, a viabilidade celular foi alterada pela exposição ao CSE, e o metabolismo oxidativo estava exacerbado.

Conclusões:A exposição ao cigarro de palha engendra uma série de processos inflamatórios, porém, falta ainda para confirmação dos efeitos da fumaça de cigarro de palha sobre a via inflamassoma a investigação de outras proteínas como a IL6 ou ASC para a confirmação da ativação completa da via.

Palavras-chave:Inflamação. Cigarro de palha. Endotélio

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador