DEOXINIVALENOL EM MISTURA DE SEMENTES DESTINADA A ALIMENTAÇÃO DE PSITACÍDEOS

ROSA, Milena de Castro1; ZOTTI, Everson 3; BAHIENSE, Carla Rodrigues2;

Resumo

Introdução:As micotoxinas provém do metabolismo fúngico e podem contaminar os alimentos em diferentes etapas de sua obtenção, desde a extração da matéria-prima até sua comercialização. Dessa forma, não é infrequente o isolamento de fungos em sementes destinada a alimentação de psitacídeos. Essas aves se contaminam através da inalação, ingestão ou pelo contato direto com esses metabólitos. Quantificar os níveis de deoxinivalenol existente em sementes destinadas a alimentação animal torna os dados imprescindíveis na compreensão da dinâmica dessas micotoxinas nos alimentos.

Objetivo:Quantificação de deoxinivalenol em misturas de sementes comercializadas para psitacídeos, enquanto animais de companhia

Metodologia:No período de 2017 a 2019 foram coletadas 80 amostras em diferentes agropecuárias, supermercados e “pet shops” no município de Cascavel-Pr, nas quais 40 destas eram de embalagens a granel e 40 de embalagens fechadas. As análises amostrais foram realizadas no laboratório de micotoxinas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Campus Toledo, onde tais amostras foram submetidas ao ELISA AgraQuant® Deoxynivalenol (0,25-5,0 ppm), kit contendo 96 poços, da Romer Labs®, para quantificação da micotoxina deoxinivalenol.

Resultados:Os resultados foram agrupados em embalagem e instituídos a estatística básica descritiva e ao teste T de Student. Das 80 amostras coletadas, apenas duas não apresentaram positividade para a micotoxina, tendo uma média amostral de 572 ppb. A exiguidade de dados de valores permitidos para espécie em questão e a quantidade mínima capaz de gerar intoxicações as aves, impossibilitou uma correlação específica ao presente estudo. O teste T, ao nível de significância de 5%, demonstrou que as médias amostrais obtiveram diferenças estatisticamente significativas, na qual embalagens envasadas apresentaram valores superiores de contaminação.

Conclusões:A positividade para deoxinivalenol contemplou 97,5% das amostras analisadas, de forma que embalagens envasadas apresentaram maiores valores significativamente às comercializadas a granel. Devido a carência informativa sobre valores máximos permitidos nesses alimentos comercializados e dados quantitativos quanto a intoxicação desses animais, se faz necessário maiores estudos e dedicação de pesquisadores na área.

Palavras-chave:Micotoxinas. Intoxicação. Aves. Alimentação.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador