CONFLITOS DE IDENTIDADE: ESTÉTICA E ÉTICA NEGRA E SUA POLÍTICA DE RESISTÊNCIA.

SOUZA, Larissa de1; SANTOS, Abel Ribeiro dos2;

Resumo

Introdução:Neste artigo, derivado de uma pesquisa de iniciação científica, analisamos o rebaixamento do negro no imaginário social ao longo do tempo, que contribuiu de maneira significativa para o domínio branco sobre o povo preto.

Objetivo:O entendimento da igualdade material, que deve ser o de tratamento equânime e uniformizado de todos os seres humanos, bem como a sua equiparação no que diz respeito às possibilidades de concessão de oportunidades.

Metodologia:A reflexão e consideração de que preceitos e princípios constitucionais em 30 anos não foram eficazes para cultura afrodescendente, afinal o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão.

Resultados:Portanto, mesmo de maneira muito discreta, a estética negra tem adquirido algum lugar e tentando com muito empenho apresentar outra imagem do que é a cultura africana. A tese levantada é a de que a sociedade esteja pronta para acolher o negro nos preceitos éticos e princípios constitucionais enfrentadas também em nossas leis infraconstitucionais, levando em consideração sua ancestralidade, sua história e que ressalte a cultura e importância afro e afro-brasileira. O que se percebe é que a valorização da estética negra não tem sido o suficiente para a luta contra o racismo, de importância visar nesse projeto que relata o que é nos amar, um passo inicial para entendermos quais são as questões éticas e como segue a resistência.

Conclusões:Entendemos ainda que a valorização estética tem sido insuficiente na luta contra o racismo, não é possível se discutir essa estética sem motivar a execução de ações contra o genocídio do povo negro, a violência policial, a presença negra na exposição e comercialização de produtos e serviços cujos ganhos finais são destinados a brancos. Porém, a construção política de um debate saudável sobre a situação dos negros no Brasil, através de pesquisas acadêmicas e instituições governamentais ou não governamentais contribui para vencer posições preconceituosas, concluímos que a percepção que se tem, é de moças, rapazes, crianças, mães e pais, que estão assumindo seu próprio fenótipo como algo belo, ocupando mais espaços na sociedade.

Palavras-chave: Iniciação Científica. Negro. Estética. Identidade. Resistência.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador