ANÁLISE DO PERFIL DE PACIENTES COM CÂNCER DE VESÍCULA BILIAR EM PACIENTES SUBMETIDOS A COLECISTECTOMIA NO SERVIÇO DE CIRURGIA GERAL DE CURITIBA

CASTRO, Leandro Colita de1; NETO, José Sampaio 3; D’AMICO, Raíssa Campos 3; AVILA, Rayssa Marquesa 3; BERNARDO, João Guilherme 3; BELTRAO, Claudio Jose2;

Resumo

Introdução:Vários estudos têm reportado a relação entre a colelitíase crônica e o carcinoma de vesícula. Esse câncer possui baixa prevalência e incidência populacionais, entretanto, é o tipo de câncer mais comum da via biliar e com alto potencial de malignidade e baixa sobrevida. A detecção do carcinoma de vesícula biliar nos estágios iniciais é mínima, já que a doença é assintomática até atingir fases avançadas. Atualmente, a maneira mais eficaz de se diagnosticar o adenocarcinoma de vesícula biliar em fases precoces é pelo envio de peças de colecistectomia por colelitíase para análise histopatológica.

Objetivo:Determinar a prevalência de adenocarcinoma de vesícula biliar em espécimes de colecistectomia, indicada para o tratamento de litíase biliar, avaliar a possibilidade de traçar um perfil epidemiológico entre os pacientes.

Metodologia:Estudo retrospectivo realizado a partir da revisão de prontuários e resultados de laudos de anatomopatológicos de vesículas biliares de pacientes submetidos a colecistectomia no serviço de cirurgia geral do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Curitiba entre os anos de 2015 a 2019.

Resultados:O estudo reuniu um total de 361 pacientes que foram submetidos a colecistectomia. A maioria dos pacientes (83,9%) negou a apresentação prévia ou atual de sintomas colestáticos. A prevalência de adenocarcinoma de vesícula biliar foi de 0,55%. Os dois casos diagnosticados acidentalmente com adenocarcinoma de vesícula biliar foram de pacientes do sexo feminino, ambas idosas, entretanto, apenas uma das pacientes referia a existência prévia ou atual de sintomas colestáticos.

Conclusões:Levando em conta a baixa prevalência mundial desse câncer e a existência de fatores de risco bem definidos, vale a pena levar em consideração uma abordagem seletiva, enviando para análise anatomopatológica apenas os espécimes de pacientes de grupos de risco. Como consideração final, especulamos que a patologia em questão deverá ser mais elucidada na literatura futura, visto que o câncer de vesícula biliar é uma entidade rara e de difícil diagnóstico precoce. Esperamos que esse trabalho corrobore com o meio acadêmico a fim de criar um perfil epidemiológico em algum estudo multicêntrico futuro.

Palavras-chave: Vesícula biliar. Câncer de vesícula biliar. Neoplasia de vesícula biliar. Adenocarcinoma de vesícula biliar. Doenças de vesícula biliar.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador