CUIDADOS PÚBLICOS DE SAÚDE BUCAL OFERECIDOS A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: A EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

BRAUN, Poliana Lara1; ROSA, Saulo Vinicius da 3; MOYSES, Samuel Jorge2;

Resumo

Introdução:A Educação Permanente em Saúde – EPS surge no Brasil da necessidade de capacitação cotidiana de equipes de saúde pública, sobre temas que tenham imprescindibilidade na atenção dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e que sejam aplicáveis no trabalho da equipe de saúde, apoiando a prática profissional por meio do processo educativo. A necessidade de um conhecimento sólido, somado à insuficiência de profissionais capacitados para atender pessoas com deficiência, faz com que haja iniciativas de cursos de formação de competências para profissionais ligados ao SUS.

Objetivo:Avaliar a EPS voltada para cirurgiões-dentistas vinculados ao SUS e suas habilidades e competências desenvolvidas durante o Curso de Atenção e Cuidado da Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência – uma iniciativa do Ministério da Saúde, Coordenação Geral de Saúde Bucal e Universidade Aberta do SUS/Universidade Federal de Pernambuco.

Metodologia:Técnica de entrevista, utilizando um questionário semiestruturado. Para definição da amostra, foi empregado intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 13,80%, obtendo uma amostra de 40 participantes. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCPR e da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

Resultados:Participantes em sua maioria do sexo feminino (90%), com média de idade de 40 anos e tempo médio de formação de 16,9 anos. Após o término do curso, 90% continuaram atuando no SUS e, desses, 82,5% trabalhando na atenção primária. Ao relatarem sobre se sentirem aptos a atender pessoas com deficiência, após a finalização do curso, 80% responderam que sim e em casos de menor complexidade. Os casos não resolvidos são encaminhados para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na própria cidade ou em cidades vizinhas e alguns não têm para onde encaminhar. Durante a graduação, 67,5% não tiveram formação curricular sobre o atendimento à pessoa com deficiência e quanto maior o tempo de formado, menor era a chance de ter cursado disciplina relacionada ao tema na graduação.

Conclusões:A maior parte dos egressos do curso mantém-se atuando na atenção primária, na qual conseguem resolver casos que demandam menor complexidade, atestando que a qualificação recebida permite responder com maior resolutividade os atendimentos dos pacientes com deficiência.

Palavras-chave:Pessoa com Deficiência. Sistema Único de Saúde. Educação Permanente em Saúde. Avaliação

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador