ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM GESTANTES: UM ESTUDO DE COORTE

MARTINS, Aline Letícia Souza1; EFING, Ana Carla2;

Resumo

Introdução:A descoberta do potencial teratogênico dos medicamentos foi um marco na história, desde então o uso de medicamentos na gestação vem sendo mais criteriosamente avaliado, porém o número de gestantes que o fazem é alto, aumentando a exposição a medicamentos nesse delicado período. Por outro lado, existem medicamentos com finalidade de prevenir malformações congênitas, melhorar a saúde da mãe e da criança, bem como diminuir a mortalidade infantil, tais medicamentos tem a administração indicada pelo Ministério da Saúde durante o período gestacional.

Objetivo:Investigar o uso de medicamentos por gestantes residentes na cidade de Curitiba – PR, atendidas pela rede Mãe Curitibana.

Metodologia:Estudo de coorte, compreendendo a etapa de estudo piloto onde 100 gestantes foram incluídas no estudo e 30 delas foram entrevistas sobre o uso de medicamentos. As entrevistas ocorreram durante a permanência da gestante na unidade de saúde e foram realizadas entre agosto e dezembro de 2018 na cidade de Curitiba – PR. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um questionário desenvolvido na plataforma Qualtrics, composto por perguntas abertas e fechadas, contendo diversas variáveis sobre a gestante, sua saúde e a utilização de medicamentos

Resultados:90% das gestantes entrevistadas sobre o uso de medicamentos fizeram uso de ao menos um medicamento em algum momento da gestação, havendo em média 2,11 medicamentos utilizados por gestante. As vacinas, o sulfato ferroso e o ácido fólico foram os mais utilizados entre todos os medicamentos citados correspondendo a 22,81%, 15,79% e 14,04% respectivamente, o uso desses medicamentos é indicado e não oferecem riscos durante o período gestacional. A avaliação de risco dos medicamentos utilizados apresentou a utilização de medicamentos de alto risco teratogênico, como o retinol e a progesterona, mas estudos demostram o benefício do uso de tais drogas durante a gestação, especialmente em gestantes que por alguma razão eram carentes em relação a essas substâncias. A maior parcela dos medicamentos citados foi prescrita por profissionais de saúde e mesmo aqueles utilizados por automedicação não apresentaram potenciais riscos ao feto e a gestante.

Conclusões:Os riscos envolvendo uso de medicamentos na gravidez devem ser avaliados de forma a causarem menos danos no embrião e mais benefícios a gestante, desse modo a prescrição de medicamentos para essa população deve ser muito bem avaliada pelos profissionais de saúde com a finalidade de se obter o melhor proveito dos medicamentos utilizados nesse período, diminuindo danos ao feto e melhorando a saúde da mulher.

Palavras-chave:Medicamentos. Gestação. Classificação de risco. Teratógenos

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador