AVALIAÇÃO DO POLIMORFISMO -308 DO GENE TNF-A EM PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO ACADÊMICO DA PUCPR CAMPUS LONDRINA-PR.

SILVEIRA, Diogo Nabhan1; SOARES, Renato Rodrigues de Freitas 3; SAKURAI, Gabriel Sussumu 3; FREDERICO, Regina Célia Poli 3; SILVA, Aline Vitali da 3; BELLO, Valeria Aparecida2;

Resumo

Introdução:Presente entre 10 a 20% da população mundial, e considerada a maior doença incapacitante dentre as condições neurológicas e, comparado com outras doenças incapacitantes, a sexta maior delas, segundo a Organização Mundial de Saúde, a Migrânea tem um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes e seus familiares. Com uma fisiopatologia que permanece sem elucidação completa e de componente fortemente genético, a doença é dividida em dois principais tipos clínicos: Migrânea sem Aura e Migrânea com Aura. Caracterizada como uma disfunção neurovascular, os sintomas clássicos são de uma cefaleia forte, pulsátil, comumente unilateral, que pode estar acompanhada de outras condições, como náusea, vômitos, fotofobia e fonofobia.

Objetivo:Avaliar a associação entre aspectos clínicos da enxaqueca e o polimorfismo genético TNF-a -308G/A em pacientes atendidos no ambulatório acadêmico da PUCPR – Câmpus Londrina/PR.

Metodologia:Obtivemos 30 amostras - divididas igualmente em grupo de pacientes e grupo controle - de DNA de pacientes com idade entre 18 e 60 anos, de ambos os gêneros, do Ambulatório Acadêmico da PUCPR – Câmpus Londrina ao coletar 5 ml de sangue para processamento em técnicas de Biologia Molecular: extração, quantificação e eletroforese. A técnica de amplificação in vitro foi a PCR-SSP, método que utiliza iniciadores específicos para a sequência de nucleotídeos do alelo polimórfico. O diagnóstico de Migrânea foi feito de acordo com a 3ª Classificação Internacional de Cefaleia, publicada em 2018. Além de passar por entrevista estruturada e baseada no formulário desenvolvido eletronicamente pelo Grupo de Pesquisa em Cefaleia, os pacientes responderam a 3 escalas: MIDAS, HIT-6 e Questionário de qualidade de vida específico para pacientes com cefaleias.

Resultados:Sintomas clássicos e existentes nos critérios diagnósticos estavam presentes na maioria dos pacientes: fotofobia e fonofobia em 93,3% e náusea e/ou vômitos em todos os pacientes, além da osmofobia, que é manifestada em 60% deles. O estudo revelou grande prevalência do genótipo polimórfico AG tanto na população de estudo (73,3%), quanto na de controle (86,7%). Em relação às frequências alélicas, o alelo G é maioria em pacientes controle (56,7%) e tem distribuição igual ao alelo A nos pacientes com Migrânea, onde ambos representam 50%. Não houve diferença estatisticamente significativa na distribuição polimórfica e alélica entre os grupos estudados.

Conclusões:Os resultados desse estudo apontam que não há diferença estatística significante na avaliação do polimorfismo -308G/A do TNF-a em pacientes com Migrânea comparados ao grupo controle. A miscigenação da população brasileira, porém, conforme apresentado em outros países com essa mesma característica, pode permitir encontrar resultados diferentes no caso da ampliação da amostragem.

Palavras-chave:Migraine Disorders. Tumor Necrosis Factors. Polymorphism. Genetic

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador