AVALIAÇÃO DE INDUTOR DA OVULAÇÃO EMPROTOCOLOS DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPOFIXO EM ÉGUAS

CARDOZO, Daniela Portela1; CAMARGO, Carlos Eduardo2;

Resumo

Introdução:Nos últimos anos o mercado de equídeos cresceu significativamente, e junto às biotecnologias da reprodução, com destaque especial a inseminação artificial, sendo a técnica de reprodução assistida mais difundida na espécie equina. Na equideocultura, existe um grande interesse em se desenvolver e aprimorar técnicas de inseminação artificial que possibilitam a obtenção de bons índices de fertilidade utilizando um baixo número de espermatozóides.

Objetivo:O presente estudo tem por objetivo avaliar o uso da Gonadotrofina Coriônica Humana, no início do protocolo de inseminação artificial em tempo fixo.

Metodologia:Na primeira etapa, E1 (etapa controle) 10 éguas foram acompanhadas diariamente (por exame de ultrassonografia), e quando se apresentaram em estro, e a partir do momento que alcançaram folículos entre 35 e 38 mm, edema uterino e cérvice aberta, foram induzidas a ovulação com acetato de deslorelina geralmente 24 horas antes da inseminação artificial. No dia seguinte da indução da ovulação as éguas serão submetidas a inseminação pela técnica tradicional no corpo do útero. Na segunda etapa E2 (etapa IATF sem indutor), as mesmas 10 éguas foram avaliadas pelo exame de palpação e ultrassonografia apenas para registro de dados, neste dia de manejo foi inserido um implante no fundo do saco vaginal contendo progesterona independente da fase do ciclo estral que estivessem. Este implante permaneceu até o décimo dia, onde então foi feita a retirada destes implantes em seguida a aplicação de prostaglandina e quatro dias após a remoção foi efetuada a inseminação artificial e aplicação de um indutor de ovulação, nesse caso será a histrelina. Na terceira etapa E3 (etapa IATF com indutor), as mesmas 10 éguas foram submetidas ao protocolo mencionado na segunda etapa, porém no dia da colocação o implante vaginal foi administrado 1 ml de HCG (gonadotrofina coriônica humana), um indutor de ovulação, para as éguas que possuam folículos maiores de 33 mm. Nos três protocolos, após oito dias da data da ovulação foi realizada a coleta de embrião para confirmação da taxa de fertilidade. A estatística foi realizada comparando diferença entre proporções, com Teste exato de Fisher.

Resultados:Os resultados da taxa de recuperação embrionária foram comparados entre os grupos onde se obtiveram 10 ciclos em cada grupo, e a taxa de coleta de embrião positiva foi de 50% no grupo E1 e E3, enquanto no grupo E3 a taxa de coleta positiva foi de 40%. Com relação ao uso do indutor de ovulação, analisando os resultados dos 3 grupos, não houve uma diferença significante em se usar o hCG ou não (P>0,05).

Conclusões:Com relação ao uso do indutor de ovulação e após análise dos resultados obtidos nos 3 grupos, se pode afirmar que não houve diferença significativa em se usar o hCG ou não no início do protocolo. Contudo, o número de animais utilizados nesse experimento foi pequeno, e a partir disso, novos trabalhos deverão ser realizados dentro desta linha de pesquisa.

Palavras-chave:éguas. IATF. reprodução equina

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador