ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO TÉRMICO DE GABINETES TELEFÔNICOS

MURARO, Nicholas Ienzo 1; MOURA, Luis Mauro 2;

Resumo

Introdução:O projeto busca realizar e avaliar a eficiência térmica de três gabinetes de telefonia providenciados pela empresa Nilko. O gabinete de modelo A passou por quatro séries de testes, uma vez que, os testes tiveram de ser realizados em diferentes temperaturas e configurações do gabinete. Novos testes foram realizados com o gabinete de modelo B, este gabinete passou por apenas quatro testes, onde cada teste possuía um diferente arranjo de ventiladores, para que assim, possa ser observado qual arranjo apresentou melhor resultado. O terceiro gabinete, o gabinete C, passou por dois testes, o primeiro teste foi realizado de tal forma que o gabinete cedesse calor ao ambiente, já no segundo teste o gabinete recebeu calor do ambiente.

Objetivo:O projeto tem como objetivo desenvolver a metodologia de testes nos gabinetes de telefonia, analisar de forma numérica e experimental da transferência de calor, assim, identificando as cargas térmicas e pontos de alteração de seus valores para melhorar a eficiência dos gabinetes. A realização de ensaios nos produtos com o intuito de melhorar sua eficiência e também apresentar propostas de melhorias dos produtos sobre os quais foram ensaiados.

Metodologia:Com relação aos materiais utilizados, os testes foram realizados em cima de três gabinetes de telefonia, um do modelo A, outro do modelo B e um do modelo C. Também foram utilizadas para os testes duas resistências elétricas aletadas com o intuito de auxiliar no controle da temperatura interna do gabinete, uma quantidade total de trinta termopares, para realizar a leitura de temperatura em diferentes pontos de ambos os gabinetes. A câmara térmica foi programada para estabilizarem temperaturas entre 10ºC, e 60ºC. Os testes foram repetidos utilizando lâmpadas incandescentes para reproduzir a irradiação solar. 

Resultados:Com relação a série de testes 1 e 2, do gabinete de modelo A, pode-se concluir que os resultados foram adequados, pois observa-se que os resultados foram semelhantes, o que já era esperado, pois a utilização do chapéu inoxidável, em um meio no qual quase não existe incidência de radiação térmica sobre o gabinete, o uso do chapéu inoxidável não reduz significativamente a transferência de calor. Para a série de testes 3 e 4, também realizados sobre o gabinete de modelo A e nesta condição o chapéu inoxidável possui uma característica de refletir parte da radiação térmica incidente sobre o ele, o que resulta em uma diferença de temperaturas interna externa menor, do que, aquelas apresentadas sem o uso do chapéu inoxidável. É importante ressaltar que essa comparação só deve ser feita entre a séries de teste 3 e 4.

Conclusões:No gabinete de modelo B, de acordo com os resultados obtidos em cada teste realizado sobre o mesmo, pode-se observar que a melhor configuração para o gabinete é a configuração do tipo 2, pois apresenta um coeficiente global de transferência de calor um pouco maior do que os encontrados nos outros testes. Nos estudos realizados no gabinete C, cabe agora, realizar novos testes com um número maior de termopares, para que assim, possibilite um estudo numérico mais preciso e confiável.

Palavras-chave:Gabinete de telecomunicações. Eficiência energética. Transferência de calor. Sistemas térmicos.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador