AVALIAÇÃO DO POLIMORFISMO -889 DO GENE IL1A EM PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO ACADÊMICO DA PUCPR – CAMPUS LONDRINA/PR.

BATISTA, Gabriela1; VITALI, Aline 3; BELO, Valeria 3; FREDERICO, Regina Celia Poli2;

Resumo

Introdução:Migrânea ou enxaqueca é uma doença neurológica complexa, muito comum e incapacitante. Dentre os fatores de risco destacam-se os genéticos, sendo os polimorfismos genéticos considerados eventos predisponentes à esta doença. Diversos estudos vêm sugerindo que o processo inflamatório e os componentes do sistema imune podem desempenhar um papel importante na patogênese da migrânea. A IL-1 é uma citocina pró inflamatória com ampla variedade de efeitos biológicos e que regula a expressão gênica durante a inflamação. Tendo em vista a complexidade envolvida na fisiopatologia da migrânea, a realização de estudos que relacionem aspectos clínicos e análises genéticas são de suma importância para melhorar o entendimento desta doença.

Objetivo:Avaliar os aspectos clínicos dos pacientes portadores de migrâneqa e investigar se há diferença nas frequências alélicas e genotípicas do gene IL1A entre o grupo controle e grupo pacientes com migrânea atendidos no ambulatório acadêmico da PUCPR campus Londrina.

Metodologia:Neste estudo a amostra foi composta por 78 participantes entre 18 e 60 anos de idade, de ambos os gêneros. Para o diagnóstico de migranea foi aplicado o instrumento ID-Migraine. Para análise do polimorfismo genético C-889T (rs1800587) IL1A, foi realizada a técnica de amplificação dos fragmentos de DNA por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real pelo sistema TaqMan®. Foi utilizado o teste de Qui-quadrado ou exato de Fisher para avaliar a associação entre os genótipos e a migrânea. O valor de p adotado foi de 5%.

Resultados:A frequência de migrânea foi maior nos participantes do sexo feminino (76,7%). A enxaqueca sem aura foi mais prevalente (60,9%) e que 73,3% dos participantes apresentaram fotofobia, 73,3% fonofobia, 36,7% osmofobia e 33,3% apresentaram enxaqueca agravada por atividade física. Ainda em relação as características clínicas da migrânea, foi observado que 23,3% dos pacientes mostraram episódios esporádicos de migrânea, enquanto 43,3% apresentaram enxaqueca crônica. Foi verificado que não houve diferença entre os grupos controle e migrânea (p> 0,05) e entre controle e migrânea com ou sem aura (p > 0,05) quanto a distribuição genotípica ou alélica do gene IL1A.

Conclusões:Mais estudos são necessários para determinar se o polimorfismo na região promotora -889 do gene IL1A é funcionalmente importante na patogênese da doença.

Palavras-chave:Migranea. Interleucina 1 alfa. Polimorfismo genético. Inflamação

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador