AVALIAÇÃO DO POLIMORFISMO +3954 DO GENE IL1B EM PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO ACADÊMICO DA PUCPR – CAMPUS LONDRINA/PR.

KROL, Louise Ferreira1; VITALI, Aline 3; BELLO, Valéria 3; FREDERICO, Regina Celia Poli2;

Resumo

Introdução:A enxaqueca é uma desordem neurovascular, crônica e incapacitante caracterizada por crises de dor de cabeça severa e disfunção do sistema nervoso autônomo. Embora sejam conhecidos alguns fatores que influenciam diretamente em seu processo, o papel do sistema imunológico ainda apresenta resultados controversos em diferentes estudos.

Objetivo:Avaliar a associação entre aspectos clínicos da enxaqueca e o polimorfismo genético de do gene Interleucina-1ß em pacientes atendidos no ambulatório acadêmico da PUCPR – Campus Londrina/PR.

Metodologia:Trata-se de um estudo constituído por uma amostra de conveniência de 78 participantes com idade entre 18 a 60 anos, independente do sexo. O diagnóstico de migrânea foi realizado por neurologista que se baseou nos critérios da 3ª Classificação Internacional de Cefaleia para realizá-lo. Foi realizada a extração de DNA de leucócitos do sangue periférico por meio do Kit PureLink - Invitrogen. A análise para o polimorfismo dos genes IL-1ß na posição +3954 foi realizada por meio da PCR-RFLP utilizando a enzima de restrição TaqI. O teste exato de Fisher e o teste do Qui-quadrado foram utilizados para estabelecer diferenças significativas entre as frequências genotípicas da interleucina, variáveis sociodemográficas e comorbidades associadas entre os grupos de pacientes com e sem migrânea. O nível de significância de 5% foi adotado.

Resultados:A associação da frequência genotípica não foi observada entre pacientes com e sem cefaleia (p=0,212). O sexo feminino apresentou um número maior em pacientes com enxaqueca, entretanto, não houve diferença estatisticamente entre o sexo e cefaleia (p=0,596). Já em relação à qualidade de vida, os resultados foram significativos. O teste Stai forma Y-2 , teste que analisa o nível de ansiedade do paciente, a média de pontuação foi de 44,53 nos casos de cefaleia e uma média de 33,73 nos controles (p=0,001). Foi verificado escores maiores (6,33) para depressão (inventário de Beck) nos pacientes com cefaleia do que no grupo controle (p=0,015).

Conclusões:Não há diferença estatisticamente significante na avaliação do polimorfismo +3954 do gene IL1B entre grupo caso e controle, mas um resultado relevante do ponto de vista clínico é de que os pacientes com enxaqueca estão mais propensos a apresentarem transtornos de ansiedade e de depressão.

Palavras-chave:Migranea. Interleucina 1Beta. Inflamação. Polimorfismo genético. Citocina

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador