PERFIL DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA DE UMA UNIVERSIDADE DO SUL DO BRASIL

ZENI, Rafaela Chiuco1; BORDIN, Cynthia Franca Wolanski2;

Resumo

Introdução:A dificuldade de acesso à saúde no Brasil e a facilidade de acesso a medicamento culminaram para que o país se tornasse o líder da América Latina e o quinto país do mundo em automedicação. Hoje, a automedicação é um problema global, pois pode mascarar sintomas de doenças graves impedindo o diagnóstico no início das manifestações. Esta situação acaba por gerar mais gastos em intervenções de saúde, desencadeando problemas aos doentes e aos cofres públicos.

Objetivo:O objetivo geral do estudo foi de estabelecer o perfil de automedicação dos acadêmicos de uma universidade do sul do Brasil. Como este estudo integra um projeto de pesquisa desenvolvido em diferentes etapas, de maneira mais específica foram avaliados os estudantes de um curso de graduação em engenharia química.

Metodologia:O estudo possui um delineamento quantitativo, transversal e descritivo, e é parte de um projeto maior que vem sendo desenvolvido desde 2016 na PUCPR. Esta pesquisa maior busca levantar os dados referentes a automedicação em todas as escolas. Nesta etapa responderam ao questionário 102 acadêmicos do curso de Engenharia Química. E a pesquisa obedeceu às fases do projeto inicial: revisão de literatura; cálculo amostral; aplicação do questionário; tabulação dos dados; cálculo e interpretação dos resultados; e, realização do relatório final.

Resultados:Quando comparado aos outros cursos da PUCPR já pesquisados e a outros dois estudos já publicados com números aproximados e respondedores, os acadêmicos de Engenharia Química mostraram-se seguindo os padrões dos universitários brasileiros como um todo. Observou-se que quem mais respondeu a pesquisa foram mulheres, solteiros, entre 18 e 25 anos, a maioria possuía plano de saúde e havia feito o uso de medicamentos sem prescrição nos últimos 12 meses. Os medicamentos mais envolvidos com automedicação foram anti-inflamatórios e analgésicos, pois os sintomas mais apontados para o ato são dores em geral. Os maiores responsáveis por indicar a automedicação são os familiares ou amigos seguidos pelas prescrições anteriores e os atendentes da farmácia.

Conclusões:A partir da análise dos dados verificou-se o perfil positivo para automedicação nos acadêmicos de Engenharia Química, seguindo uma tendência nacional já observada em outros estudos publicados. Percebe-se que a prática da automedicação tem se mostrado cada vez mais frequente, portanto há necessidade de realização de campanhas de esclarecimento, para que uma prática que integre o autocuidado não venha trazer agravos à saúde, onerando o erário.

Palavras-chave:Automedicação. Estudantes. Medicamentos. Autocuidado.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador