PERFIL DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA DE UMA UNIVERSIDADE DO SUL DO BRASIL

GONÇALVES, Andressa Cristina de Souza1; BORDIN, Cynthia Franca Wolanski2;

Resumo

Introdução:A automedicação é uma prática comum na sociedade, no entanto, pode possibilitar agravo de doenças, interações medicamentosas e intoxicações, entre outros problemas de saúde.

Objetivo:Este estudo teve como objetivo conhecer o perfil da prática da automedicação entre os estudantes do curso de graduação em Engenharia Mecânica de uma Universidade do sul do Brasil, estabelecendo a influência da área de formação sobre a referida prática.

Metodologia:Estudo quantitativo com aplicação de questionários sobre o perfil dos entrevistados, a prática da automedicação e outras questões relacionadas ao manejo da saúde. Os dados obtidos por meio do questionário foram reunidos e organizados, utilizando-se de ferramentas estatísticas descritivas, tais como distribuição de frequência. Posteriormente foram construídas tabelas para a ilustração dos resultados e então, analisados e discutidos em comparação com resultados observados em outros trabalhos científicos com objetivo de pesquisa semelhante.

Resultados:Do total de 108 universitários entrevistados, 92 (80,0%) eram do sexo masculino e 16 (13,9%) do sexo feminino, sendo que a idade dos estudantes variou de 19 a 39 anos. Em relação à pergunta do uso de medicamentos nos últimos 12 meses, 102 (88,7%) responderam que sim, 2 (1,7%) responderam que não e 11 (9,6%) não responderam à pergunta. Em relação a automedicação nos últimos 12 meses, 23 (20,0%) pessoas afirmaram que já realizaram essa prática até 2 vezes, 39 (33,9%) pessoas de 3 a 5 vezes, 22 (19,1%) pessoas de 6 a 11 vezes, 17 (14,8%) pessoas 12 ou mais vezes, 6 (5,2%) pessoas responderam que não realizaram automedição e 8 (7,0%) não responderam à pergunta. A prevalência de automedicação entre os estudantes no presente estudo foi de 87,8% nos últimos 12 meses, diante desse resultado em comparação com resultados observados em outros trabalhos científicos com objetivo de pesquisa semelhante, é considerado um valor elevado

Conclusões:Os participantes do estudo destacaram que os principais fatores que influenciaram a prática da automedicação foram além da repetição de prescrições antigas, as indicações por parte de amigos, vizinhos, familiares e funcionários da farmácia, e das informações divulgadas em propagandas. Neste contexto é essencial que as equipes de saúde esclareçam a população quanto aos riscos envolvidos neste processo, ressaltando a importância do papel do farmacêutico, por ser este o último profissional que normalmente está em contato com o usuário antes da utilização da medicação.

Palavras-chave:Automedicação. Autocuidado. Estudantes

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador