ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA FAZENDA EXPERIMENTAL GRALHA AZUL - FAZENDA RIO GRANDE-PR

MACHADO, Hiago Adamosky1; ACCIOLY, Pyramon2;

Resumo

Introdução:A degradação ambiental é um processo no qual a área perde as suas características originais, partindo de um ponto considerado superior por algum índice, normalmente biodiversidade e abundancia de espécies, para um ponto inferior com base nesses mesmos índices. O principal causador de degradação em uma área natural é a atividade agronômica, seguida por instalação de hidroelétricas e especulação imobiliária. As atividades agronômicas embora causem danos severos a estrutura da vegetação ainda permite que tente se recuperar um status próximo ao original, por esse motivo são feitos os projetos de recuperação de áreas degradas

Objetivo:Identificar as áreas degradas da FEGA e propor um plano de recuperação às mesmas

Metodologia:O trabalho partiu do mapeamento da área total da FEGA, através do software ArcGis, demarcando as áreas produtivas, as de floresta e traçando, com base no código florestal, quais deveriam ser as áreas de APP, uma vez feito isso foram identificadas quais as áreas de APP não estavam sendo respeitadas. Para recuperar estas áreas foi proposto um Plano de Recuperação, com base na literatura disponível sobre tais atividades e na composição florística dos remanescentes florestais nas imediações da FEGA.

Resultados:O plano proposto tem um horizonte de planejamento para dez anos, onde estão previstos, no ano de instalação do projeto o plantio de espécies pioneiras e frutíferas de ocorrência na área da FEGA, após quatro anos do plantio inicial deve-se realizar um desbaste na floresta com o objetivo de implementar a biomassa acumulada e diminuir a densidade de árvores, para dar espaço as de estio sucessional secundário e clímax, uma vez que haverá as condições de luminosidade adequadas, e disponibilidade de nutrientes mais abundante em relação ao ano de instalação das primeira espécies. As mudas plantadas no ano zero serão oriundas de doação dos viveiros do IAP, já as mudas para o momento da intervenção devem vir de produção da FEGA, sendo as sementes coletadas nos remanescentes e cultivadas nas estufas, assim durante todo o período de decorrência do projeto não haverá necessidade de comprar mudas novas, sendo ainda cultivadas as espécies de interesse e com material genético mais adequado a região

Conclusões:O projeto apresenta um período de dez anos para que a área seja considerada restaurada, sendo este um período não muito longo, devido à alta densidade de plantas e do manejo proposto, sendo que este período pode ser ainda menor dependendo da resposta da floresta ao manejo proposto. Ao fim do projeto espera-se que a área tenha adquirido plasticidade para que seja capaz de recuperar os processos originais, estando a mais próxima possível da estrutura original.

Palavras-chave:Restauração. Floresta Ombrófila Mista. Área degradada. Mata Atlântica. Mata Ciliar.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador