LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE A PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA.

SILVA , JOSE HENRIQUE RIBEIRO DA 1; BORDIN, Cynthia Franca Wolanski 2;

Resumo

Introdução:O uso de medicamentos por conta própria, por indicação de pessoas não habilitadas, sem a receita de um médico ou de outro profissional da saúde, é definido como automedicação. Esta prática de selecionar medicamentos que serão consumidos pelo indivíduo, constitui em uma forma de autocuidado, porém pode trazer agravos à saúde. A prática da automedicação pode ocorrer entre pessoas que possuem um nível de informação, como é o caso de estudantes universitários, mas também é observada entre pessoas que não tem nenhum conhecimento. Para evitar problemas relacionados ao uso incorreto de medicamentos, é importante a conscientização da população quanto aos riscos.

Objetivo:O presente estudo faz parte de um projeto original intitulado “Perfil da automedicação entre estudantes de uma Universidade privada do sul do Brasil”, sendo especificamente o objetivo deste conhecer o perfil de automedicação entre os acadêmicos do curso de graduação em Engenharia Química, de uma Instituição de Ensino Superior do sul do Brasil.

Metodologia:O estudo possui um delineamento quantitativo, transversal e descritivo, sendo parte de um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2016. Nesta etapa responderam ao questionário 102 acadêmicos do curso de Engenharia Química, considerando intervalo de confiança de 95% e erro amostral relativo permissível de 0,085. Os dados obtidos foram tabulados e analisados estatisticamente, com auxílio do software SPSS®.

Resultados:A idade dos participantes foi de 18 a 33 anos, sendo 67,65% do sexo feminino. Entre os respondentes, 89,22% afirmam possuir plano de saúde. No que se refere à prática da automedicação, 51,96% informaram se automedicar pelo prazo de 1 a 2 dias, e 29,41% informaram fazer o tratamento pelo prazo de 3 a 4 dias. As principais influências apontadas pelos participantes do estudo foram amigos e familiares, seguidos de prescrições antigas. Em relação à busca por informações antes da automedicação, 5,88% dos estudantes informaram nunca buscar informações e 11,76% informaram raramente buscar informações. Em relação à busca por orientação do farmacêutico, 21,60% dos participantes relataram frequentemente buscar esta orientação e 15,70% sempre.

Conclusões:Com o desenvolvimento deste estudo, verifica-se com a automedicação está presente no cotidiano da população. É uma prática comum, e conforme alguns autores, é considerada como parte do autocuidado. Porém, é importante ressaltar que esta prática deve ocorrer de forma consciente, uma pessoa leiga não deve tomar medicamentos sem nenhuma orientação.

Palavras-chave: Automedicação. Autocuidado. Estudante.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador