IMPLEMENTAÇÃO DA APLICAÇÃO DO INDICE "REVISED TRAUMA SCORE" (RTS) EM SERVIÇOS DE CIRURGIA GERAL DO BRASIL

BADOTTI, Tatiana de Medeiros1; BAHTEN, Luiz Carlos Von2;

Resumo

Introdução:O trauma é um problema de saúde mundial, totalizando 5 milhões de mortes por ano. Nesse contexto, vê-se a importância da aplicação dos índices de trauma em pacientes politraumatizados, pois estes permitem a análise prognóstica do paciente, bem como a análise da qualidade do serviço que proveu atendimento.

Objetivo:Esse estudo objetivou fazer um screening da aplicação dos índices de trauma em serviços de emergências médicas, além de fazer a implementação da aplicação do Revised Trauma Score (RTS) em um dos serviços interessados.

Metodologia:Para tanto, criou-se o “Questionário Nacional do Índice RTS” com a finalidade de verificar a frequência da aplicação dos índices de trauma nessas instituições. A partir disso, foi realizada a implementação do RTS em um serviço de atendimento ao trauma, através da análise de 820 prontuários (n=820) de forma retrospectiva do período de janeiro à maior de 2019, coletando dados da admissão dos pacientes essências para o cálculo do RTS como Pressão Arterial Sistólica (PAS), Frequência Respiratória(FR) e Escala de Coma de Glasgow(ECG), além de idade, sexo, Pressão Arterial Diastólica (PAD), tempo de internamento e desfecho (alta ou óbito)e tipo de trauma sofrido (contuso, ferimento por arma de fogo ou ferimento por arma branca).

Resultados:Como resultados obteve-se um total de 132 prontuários com os dados de admissão completos (n=132), sendo a maioria deles perdido pela falta do registro da FR no prontuário, demonstrando possível negligência ou desatenção. Os pacientes liberados pela alta tiveram a mediana de RTS em 7,6 (dp=0,9), representando 97% (n=128) da amostra; enquanto os pacientes que evoluíram à óbito o índice foi de 4,9 (dp=2,0), representando 3% da amostra (n=4), mostrando que a taxa de sucesso do serviço esteve dentro do esperado. Em relação a comparação das variáveis com o óbito, sexo e idade não tiveram relação de significância com o óbito, enquanto que as variáveis de PAS, FR, PAS, ECG e tempo de internamento obtiveram p significativo para o desfecho de óbito.

Conclusões:Dessa maneira, pode-se perceber que a predição de prognóstico do RTS foi semelhante ao resultado encontrado pela prática nesta instituição. Além de ficar claro que não apenas as variáveis já validadas neste índice influenciam na mortalidade (PAS, FR e ECG), mas também outras variáveis como PAD e tempo de internamento são importantes para o desfecho.

Palavras-chave:Politrauma. Índices de trauma. Revised trauma Score

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador