EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CELULOSE A PARTIR DE FIBRAS DE COCO VERDE PARA POTENCIAL APLICAÇÃO EM MATERIAIS BIODEGRADÁVEIS

VIANA, Lucas Campos1; MARTIM, Nelisa S. P. 3; WITT, Maria Alice2;

Resumo

Introdução:O presente trabalho visa agregar valor ao resíduo do coco verde a partir da extração e caracterização da celulose da fibra desse fruto. A celulose é o polímero natural mais abundante possuindo amplo potencial para desenvolvimento de diferentes materiais graças a características como leveza e resistência.

Objetivo:Obter e caracterizar a celulose da fibra de coco verde residual por meio de processos físicos e químicos considerando os dados de processos industriais ou de resíduos de origem natural

Metodologia:Foram retiradas primeiramente as impurezas lavando-se 70g da fibra do fruto com água quente (50°C, 30 min), sendo em seguida triturada por 5 min para aumentar a superfície de contato. Esse material obtido foi então tratado com uma solução HOAc/HCl (93% m/m;0,3% m/m) concentrada a 100°C por 3 h. Ao final dessa reação a polpa foi branqueada com H2O2 (5% m/m) e NaOH (4% m/v) sob agitação e aquecimento (50°C) constantes por 90 min, seguido de KOH (6% m/v) a 90°C por 2 h resultando no produto celulose, todas etapas foram realizadas na proporção 1:20 (m/v) de polpa em relação ao solvente. Os materiais obtidos ao longo de cada etapa foram caracterizados por espectroscopia na região do infravermelho (FTIR) e por microscopia eletrônica de varredura (MEV).

Resultados:A etapa de lavagem inicial clareou a cor inicial da fibra do fruto, antes desse tratamento. Pode-se observar que a polpação ácida tornou a fibra moída em uma polpa de coloração marrom escura, e que após a etapa básica tornou-se clara, apresentando aspecto físico mais rígido. Considerando cada uma das etapas realizadas, o rendimento final em massa de material foi de 25% de celulose. A análise FTIR revelou que as etapas de tratamento químicos foram eficazes para extrair a celulose pelo desparecimento de bandas características de constituintes indesejados da fibra de coco. A caracterização a partir do MEV demonstrou que o produto obtido tem aspecto fibrilar com superfície homogênea e regular. Vale ressaltar que para ambas etapas de tratamento químico o aspecto físico do material obtido está de acordo a literatura.

Conclusões:Os resultados obtidos com a extração das fibras reforçam a possibilidade da extração da celulose a partir desse tipo de resíduo.

Palavras-chave: Reaproveitamento de Resíduos. Fibra de Coco Verde. Celulose. Materiais Biodegradáveis.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador