ANÁLISE DA CATEGORIA “MÍSTICA” NA OBRA DE MICHEL DE CERTEAU

LEMES, Daniel Liberato1; BOAS, Alex Vicentim Villas2;

Resumo

Introdução:O presente estudo apresenta a questão da mística em Certeau a dedicação de muitos meses de pesquisa. Um jesuíta viajante, que buscava o conhecimento partindo do porto da ausência. Muito mais que um teólogo, seu campo de pesquisa abrange muitas áreas. Um erudita por vocação que passou a boa parte da vida estudando a mística. Escreveu obras polemicas. É mais conhecido fora da teologia. É conhecido como historiador. Tentar compreender o pensamento deste autor na categoria mística para entender a forma que ele trabalha não foi fácil. Através de leituras e debates conseguimos compreender melhor as percepções. Analisado o livro “A fábula mística” volumes 1 e 2.

Objetivo:O objetivo foi mapear e analisar a produção sobre a questão da Mística em Michel de Certeau, e como ela ajuda a compreender a questão da epistemologia negativa no autor.

Metodologia:Para início da pesquisa foi analisado o livro a Fábula mística, volume I, que foi o grande referencial do autor. Essa análise se deu com a leitura, aulas e debates de cada capítulo semanalmente, com a equipe de pesquisa, que ajudaram a destrinchar as ideias do texto com o compartilhamento de conhecimento. Foi o mapeamento da vida e das obras de Certeau, que possibilitou uma percepção da construção do conhecimento certoniano ao longo do tempo. Como base de estudos foram lidas as obras do autor: A inversão do cotidiano, volumes I e II; A Fábula mística, volumes I e II. E o artigo da professora Virgínia Castro Buarque, "A epistemologia negativa de Michel de Certeau".

Resultados:Descobre que a mística se dá em uma falta, assim se discorre o livro A fábula mística. Com este deslocamento/ocultamento do divino abre espaço para outros corpos terem referência. Nesse outro encontramos formas e maneiras de ter autonomia. Com uma história de vida baseada no catolicismo, foi muito influenciado por dois grandes membros da companhia de Jesus, Favre e Surin, o último o atormentou por boa parte da vida. Busca a compreensão do corpo místico, descobre que a história da espiritualidade é uma história inicialmente de textos. E como são textos, são obras mortas do passado.Com isso faz a diferenciação entre história e historiografia (tentativas de apresentação do real), este como método de suas análises.

Conclusões:É descoberto a relação de mística e fábula, a primeira como o ocorrido e mistério real, a segunda como maneiras de contar aquilo que não se pode explicar, é impossível relatar com precisão. Foi compositor de várias obras importante em diversos campos. O que leva a compreensão que ele trabalhava com um pouco de cada ciência para chegar ao conhecimento. É um homem catalogado como viajante, conhecedor de várias culturas. Vemos assim um eterno desbravamento na vida de Michel de Certeau em busca do saber e do falar místico.

Palavras-chave:Historiografia. Mística. Epistemologia Negativa. Conhecimento

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador