O CONCEITO ARISTOTÉLICO DE PSYCHÊ, A PARTIR DE SUA COMPREENSÃO COMO ATO PRIMEIRO DE UM CORPO ORGÂNICO, E SUA IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DOS CONCEITOS DE ALMA E MENTE NA CULTURA OCIDENTAL.

SILVEIRA, Clayton Ulisses1; TREVISAN, Fred Carlos2;

Resumo

Introdução:Ainda hoje, com todo o avanço tecnológico e científico, não existe um consentimento sobre a localização da alma em um corpo ou sobre a natureza de sua existência. Os egípcios já debatiam a respeito desse assunto, e essa discussão passou pelo período clássico da filosofia e está presente hoje principalmente na neurociência, que é um campo de investigação sobre a localização de atividades mentais (intelecto), que se desdobra para compreender as relações entre corpo e funções cerebrais (alma). Tendo em mente a possibilidade das concepções atuais sobre a alma terem sido herdadas das definições anteriores, será analisado as contribuições do conceito aristotélico na formação desse pensamento na cultura ocidental.

Objetivo:O objetivo do presente trabalho foi analisar o conceito aristotélico de psychê, a partir de sua compreensão como ato primeiro de um corpo orgânico, isto é, de um organismo dotado de vida em potência, e sua importância na formação dos conceitos de alma e mente na cultura ocidental.

Metodologia:O presente projeto é de natureza teórica e, por isso, sua metodologia compreende a leitura dos textos de Aristóteles e de seus principais comentadores. De início foi realizado um levantamento bibliográfico, um mapeamento da bibliografia e exposição do material, bem como, atividades de pesquisa na biblioteca da PUCPR, no portal da CAPES e em periódicos.

Resultados:Estabelecer a importância do conceito de psychê na concepção aristotélica na sociedade ocidental não é uma tarefa simples. No entanto, seus pensamentos contribuíram em diferentes aspectos na formação cultural, sejam eles passionais ou científicos. O estudo da anima persiste até hoje com a psicologia, e possui suas derivações nos campos da medicina e neurociência. Cada um desses campos edifica contribuições seguindo uma linha de pensamento de acordo com sua área, e suas bases provém das construções conceituais estabelecidas no período clássico da sociedade grega. Outro aspecto a ser mencionado, é o de que, em modo geral, ainda existe a crença de que as emoções estão localizadas no coração, se utilizam de expressões e símbolos que representam este órgão vital, e os relacionam com suas paixões, dores e alegrias. Isso acontece mesmo após ser comprovado que as emoções estão relacionadas com o cérebro.

Conclusões:Ao início do projeto, fora proposto a elaboração de uma pesquisa bibliográfica ao entorno do assunto psychê no pensamento aristotélico, estudar suas concepções e compreender o conceito de anima para Aristóteles. Essa etapa foi de suma importância para a sequência das atividades, pois sem ela não seria possível buscar semelhanças entre seu conceito e práticas culturais existentes nas sociedades ocidentais. Dando sequência, foi traçado o objetivo de buscar influências deste conceito na cultura ocidental, com o intuito de evidenciá-los tendo em vista o desenvolvimento cultural e científico presentes na atualidade. Em um âmbito geral, os objetivos foram alcançados, pois foi possível relacionar diversas características presentes culturalmente que tiveram partida no conceito trazido por Aristóteles. No entanto, existe uma baixa quantidade de material disponível em português a respeito do tema que mencionam as contribuições desse filósofo para a constituição do pensamento atual acerca da psychê.

Palavras-chave: Aristóteles. Psychê. Alma.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador