MANIPULAÇÕES DO COMPORTAMENTO VERBAL E O AUMENTO DA FREQUÊNCIA DE LEITURA EM ESCOLARES.

MONTALLI, Julia Darce Ropelli1; NETO, Celso Apparecido Athayde2;

Resumo

Introdução:Skinner (1957) propôs um segmento especialmente dedicado ao debate sobre manipulação do comportamento verbal, no qual apresentou o conceito de autoclítico. Os autoclíticos são comportamentos verbais que potencializam os efeitos que outros comportamentos verbais tem sobre o ouvinte. Contudo, admitindo a possibilidade de sermos falantes e ouvintes na mesma pela, uma parte da literatura tem questionado os efeitos do comportamento verbal com autoclítico sobre o comportamento não verbal do próprio falante.

Objetivo:Estando dentro dessa área de pesquisa, o presente projeto teve como objetivo avaliar o efeito das descrições verbais que qualifiquem a leitura positivamente sobre a frequência de leitura dos participantes escolares com baixa frequência de leitura. Foi previsto a participação de 8 crianças com idade entre oito e doze anos, como critério de inclusão o participante deve apresentar (1) habilidades de compreensão de texto, (2) um histórico de interação com jogos de smartphone e tablet e (3) baixa frequência de leitura.

Metodologia:Os participantes foram distribuídos randomicamente em dois grupos: Grupo Correspondência e Grupo não Correspondência. A coleta de dados foi através de um tablet com cinco aplicativos de jogos e um de leitura e ocorreu em uma sala no Núcleo de Práticas em Psicologia PUCPR campus Londrina. Durante a pesquisa, os participantes passaram por duas fases, sendo uma a Fase de Correspondência, na qual eles foram convidados a interagir com o tablet e logo após confirmar ou não a utilização dos aplicativos mediante a pergunta do experimentador: “você utilizou esse aplicativo?”. Nesta fase, para os participantes do grupo não correspondência, houve pontos trocados por itens preferidos quando as respostas dos participantes não correspondiam com o que eles haviam feito no tablet e para os participantes do grupo correspondência foi atribuído pontos para as respostas que correspondiam as ações no tablet. Após a conclusão da primeira fase, todos participantes seguiram para a Fase de Qualificação Positiva, este momento foi dividido em duas condições: qualificação positiva de leitura, em que ambos os grupos eram estimulado a qualificar positivamente a leitura; e fase teste de escolha de aplicativos, no qual ele era novamente exposto ao tablet. A frequência de escolha de leitura nesta fase foi comparada com a frequência de leitura na Fase de treino de correspondência

Resultados:Os dados coletados até o presente momento parecem indicar que a qualificação positiva da leitura para os participantes com história de correspondência aumenta a frequência de leitura. Entretanto, os resultados coletados até o momento não são conclusivos, pois apenas um participante do grupo experimental terminou as duas fases.

Conclusões:As coletas de dados ainda estão em andamento devido a dificuldade de parceria com escolas em Londrina. A coleta seguirá para o cumprimento do projeto como na integra, se aprovado para apresentação, todos os dados estarão coletados.

Palavras-chave: Autoclítico. Dizer e fazer. Tablet. Fase de correspondência. Fase de qualificação positiva.

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador