AVALIAÇÃO DO ÍNDICE PROLIFERATIVO POR ESTUDO IMUNO-HISTOQUÍMICO DA MUCOSA GÁSTRICA ADJACENTE A CÂNCER GÁSTRICO UTILIZANDO-SE LÂMINAS HISTOLÓGICAS DIGITALIZADAS.

ONO, Danielle Keith1; MULINARI, Rodrigo 3; FIGUEIREDO, FELIPE NATHAN DA SILVA 3; IOSHII, Sergio Ossamu2;

Resumo

Introdução:A gastrite crônica atrófica é uma das condições mais importantes na oncogênese do câncer do estômago, a quarta neoplasia maligna mais comum em nosso meio e de mau prognóstico. Há uma forte correlação entre o grau de inflamação da mucosa gástrica, o grau de atrofia das glândulas e o risco de desenvolvimento de câncer, sendo que, no Brasil, estas alterações estão associadas a infecção pela bactéria Helicobacter pylori. Assim a pergunta norteadora da pesquisa foi a de verificar as características da mucosa gástrica nas adjacências da neoplasia em relação a atividade proliferativa.

Objetivo:Avaliar lâminas escaneadas e digitalizadas de mucosa gástrica não neoplásica, provenientes de produtos de gastrectomia devido câncer gástrico, e, após coloração imuno-histoquímica com marcador Ki-67, avaliar o índice proliferativa das glândulas gástricas.

Metodologia:Estudo observacional e retrospectiva em que 29 casos de pacientes operados por câncer gástrico no HOSPITAL Erasto Gaertner foram selecionados, e informações como idade, localização, tipo de neoplasia e estadiamento clínico-patológico foram catalogados. As lâminas e os blocos de parafina foram selecionados, e as amostras contendo mucosa adjacente às áreas neoplásicas foram selecionadas e submetidas a digitalização em scanner digital AxioScan Z1 da Zeiss (Alemanha), no Laboratório de Patologia Experimental da PUCPR. As lâminas digitalizadas foram submetidas a avaliação morfométrica analógica classificando-se a presença e extensão da metaplasia intestinal e atividade inflamatória. E as lâminas coradas em imuno-histoquímica foram avaliadas em porcentagem de células em atividade proliferativa.

Resultados:Dos 29 paciente, 15 foram do sexo masculino e 14, do feminino. A maioria dos pacientes (96% dos casos) possuia mais de 50 anos. Quanto à localização macroscópica da lesão no estômago, 18 casos foram de câncer no corpo gástrico, 10 foram no antro e 1 no piloro. Em relação aos achados de proliferação celular, identificou-se 6 casos com atividade proliferativa acima de 5% e 23 casos com atividade proliferativa abaixo de 5%.

Conclusões:Não houve correlação significativa entre atividade hiperproliferativa da mucosa e câncer gástrico nesta amostra. Há necessidade de continuação do trabalho com maior número de casos.

Palavras-chave:Câncer gástrico. Patologia digital. Proliferação celular

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador