SEDENTARISMO E A NEGLIGÊNCIA DA IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NETRE ESTUDANTES DO CURSO DE MEDICINA

PARMEGGIANI, Victor Alberto Nemirski1; SOUZA, Natália Lorenzi de 3; LIMA, Suani Martins de 3; GADELHA, João Paulo Lourenço 3; KUSMA, Solena Ziemer2;

Resumo

Introdução:O comportamento dos estudantes relacionado ao sedentarismo é uma temática de investigação importante. No meio universitário, cada vez mais, ocorre uma diminuição da prática de atividade física, o que pode interferir em vários aspectos da saúde física e mental dos indivíduos. No que diz respeito aos estudantes de medicina, o comportamento sedentário e suas razões ficam ainda mais evidentes, formando uma discrepância entre a posição assumida por acadêmicos e as orientações que estes passarão no futuro aos seus pacientes.

Objetivo:O objetivo deste estudo é conhecer a prática de atividade física entre estudantes do curso de medicina da PUCPR e da Universidade Positivo e identificar a percepção destes em relação a sua própria prática. Especificamente, busca identificar se o período do curso se relaciona com a participação dos alunos nas atividades e quais são as modalidades praticadas, além do tempo dispendido para essa finalidade e as atividades oportunizadas dentro da estrutura do curso de medicina.

Metodologia:Estudo Observacional Transversal, realizado com os acadêmicos matriculados regularmente nos 12 períodos do curso de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e na Universidade Positivo. Realizado por meio da da aplicação de um questionário composto por perguntas objetivas, que identificaram a percepção de prática de atividades físicas pelos estudantes em sua rotina diária, bem como um instrumento validado denominado International Physical Activity Questionnaire Long Form (IPAQ-L), que é baseado em 4 domínios: atividade física no trabalho, como meio de transporte, em atividades domésticas e no lazer, em que os participantes devem considerar os dias de uma semana cotidiana em que realizam as atividades questionadas e por quanto tempo as fazem. Os dados coletados foram armazenados em plataforma online, transpostos para planilha Excel e analisados com variáveis quantitativas e qualitativas.

Resultados:Participaram da pesquisa 67 estudantes de medicina da PUCPR e da UP. Apesar de 100% dos estudantes concordarem que a atividade física interfere positivamente no bem estar físico e 98,3% acreditarem no benefício ao bem estar mental, 84,7% se sentem fisicamente prejudicados e 89,8% mentalmente prejudicados pela privação da atividade física. 76,3% dos participantes afirmam não estarem satisfeitos com o tempo que utilizam para a atividade física e 81,4% acreditam que a carga horária do curso dificulta essa prática. O panorama ainda piora com 83,1% dos estudantes concordando que a universidade não incentiva que os acadêmicos pratiquem atividades físicas, e nas caixas de comentários foram deixadas muitas reclamações relacionadas à burocracia para conseguir utilizar as dependências da universidade e falta de prioridade dos estudantes.

Conclusões:Percebe-se uma dificuldade na prática de atividades físicas pelos estudantes, que estão, majoritariamente, insatisfeitos com sua própria prática. Muito tem relação com a carga horária elevada do curso de medicina e a dificuldade para acessar a estrutura das universidades, gerando uma percepção de descaso da das instituições para com os alunos. Sugere-se um trabalho conjunto de acadêmicos e gestores dos cursos para melhorar este panorama.

Palavras-chave:Medicina. Atividade Física. Exercícios. Universitários

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador