EXPRESSÃO DE CD36 EM AMOSTRAS DE ADENOCARCINOMA COLORRETAL E SUA CORRELAÇÃO COM FATORES PROGNÓSTICOS CLÁSSICOS E EVOLUÇÃO CLÍNICA DOS PACIENTES.

RABELO, Julianna Alves1; NORONHA, Lucia de 3; AGOSTINHO, Amanda Pereira 3; SILVA, Claudia Caroline Veloso da 3; NAGASHIMA, Seigo 3; CABRAL, Bianca Borges 3; AMADEI, Steffanie 3; SOTOMAIOR, Vanessa Santos2;

Resumo

Introdução:O câncer colorretal (CCR) é uma neoplasia maligna considerada mundialmente a segunda maior causa de óbito por câncer, atingindo tanto homens quanto mulheres. Acomete segmentos do intestino grosso, o cólon, e o reto, e seu desenvolvimento pode ser resultante de fatores genéticos e ambientais. Diversas proteínas já foram relacionadas ao desenvolvimento de CCR, e mais recentemente a proteína CD36, que possui diversas funções relacionadas a respostas inflamatórias, sendo associada à geração de radicais livres e à angiogênese, propiciando um aumento da capacidade metastática de tumores.

Objetivo:Desta forma este trabalho buscou correlacionar a expressão da proteína CD36, em amostras de adenocarcinoma colorretal, com fatores prognósticos clássicos e com a evolução clínica dos pacientes.

Metodologia:Foram estudados 211 casos de adenocarcinoma colorretal, provenientes de uma clínica particular de patologia do município de Ponta Grossa - Paraná, coletadas entre os anos de 2010 a 2015, de pacientes que foram operados pelo mesmo grupo de cirurgia oncológica. Estas amostras foram alocadas em blocos doadores de parafina, para seleção das regiões representativas dos tumores, que foram utilizadas para o preparo dos blocos de tissue microarray (TMA). A partir destes blocos, foram realizadas a confecção de lâminas e sua submissão à testes imunoistoquímicos com o anticorpo específico para a proteína CD36. Posteriormente, imagens foram capturadas para cada amostra através do scanner Axio Scan Z.1® com as lâminas em objetiva de 20x. Cada amostra representativa de uma região do tumor (superficial - S e profunda - P) gerou cerca de 100 imagens, que foram selecionadas, editadas (para retirada de áreas não tumorais) e analisadas quanto à expressão da proteína utilizando o software Image Pro Plus v.4.5.0.29., ferramenta morfometria de cores, que possibilita uma descrição quantitativa da área de expressão da proteína.

Resultados:Os testes estatísticos realizados demonstraram uma expressão mais elevada da proteína CD36 nas regiões mais profundas dos tumores (p<0,05), caracterizadas por apresentarem um maior estadiamento tumoral. Foi possível observar também que a sobrevida dos pacientes está relacionada com a realização de tratamento adjuvante (p= 0,002) e com a metástase ao diagnóstico e durante o tratamento (p<0,05), visto que a presença de metástase desencadeia um maior número de óbitos. Além disso, houve uma correlação positiva entre as proteínas CD36 e APEX1 nas regiões superficiais dos tumores (p=0,005).

Conclusões:Além de ser observada uma correlação entre a proteína CD36 e a APEX1, sendo essa última relacionada à resistência tumoral, também é observado que uma maior expressão da proteína CD36 está associada a tumores em estadiamento mais avançado. Esses resultados confirmam a característica desta proteína como indicadora de malignidade, o que pode contribuir para a sua indicação como um possível biomarcador prognóstico para o CCR. Levando-se em consideração o aumento da incidência do CCR, a contribuição para novas descobertas na identificação de biomarcadores mais eficientes para diagnóstico, prognóstico e indicação para tratamentos mais específicos é de extrema importância.

Palavras-chave:Câncer colorretal. CD36. Expressão proteica. Imunoistoquímica

Legendas

    1. Estudante
    2. Orientador
    3. Colaborador